| Para entender o que é design de interação, é mais prático tentar entender como o homem se relaciona com o mundo. Desde os primórdios das civilizações, o homem fez, faz e sempre irá fazer o que sabe fazer de melhor: usar extensões, modificar as funconalidades ou mesmo acrescentá-las aos objetos ao seu redor. Arthur Clark pode nos falar melhor sobre isso. Observe a imagem ao lado. A imagem é cena do filme “2001 – Uma odisséia no espaço”. A história, que talvez nem todos conheçam, então vamos recordar a situação: Existe uma fonte de água potável, dois grupos de símeos, e política. Um grupo, não quer que o outro utilze a água, porque se eles beberem, a água vai secar, um raio vai cair do céu, ou algo terrível irá acontecer. A questão politica em si não importa nesse momento. | ![]() |
A questão é que um é mais fraco (em força física) para subjugar o outro, e o mais forte vence, mandando o mais fraco para longe, e para seu inevitável fim: a morte certa por sede.
Tanto que o osso é descoberto em uma região onde resta as sobras mortais de algum animal sedento. Ao contemplar o seu fim certo, o símeo descobre que, com suas próprias mãos, ele não consegue quebrar os ossos, mas ao pegar um osso, e aplicar sua força sobre o mesmo, os ossos se quebram. “Eureka!” Em posse do osso, o mais fraco volta, enfrenta o mais forte, e vence. Quando o símeo vence, joga o osso para o alto que, através de um corte cinematográfico, faz com que o osso vire uma satélite espacial.
Desde que o homem “descobriu” como usar a natureza, interagindo com os objetos como “extensões” de si mesmo, foi possível alcançar até mesmo as estrelas. Se você fosse contemporâneo de Galileu, e contasse as pessoas da época que que um dia seria possível ao homem, além de voar, chegar às estrelas, você seria queimado vivo em uma fogueira.
Agora, avançando no assunto, observe as imagens abaixo, e reflita comigo: O que é design de interação?
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A forma como usamos o osso e o próprio osso (ou os fins para que usamos o osso) podem ter mudado um pouco, mas se o osso não pudesse ser manejado, que utilidade teria afinal?
Isso é design de interação: projetos que a partir da inter-ação humana com objetos, permitam que um propósito seja alcançado, aumentando o poder de ação do homem, através da “ferramenta” projetada. O papel do designer de interação, é entender, planejar e projetar as melhores “soluções” equacionando o relacionamento entre forma e função. |
| Talvez, a descoberta da transformação da natureza para ampliação das capacidades humanas tenha sido a chave para a sobrevivência e evolução da espécie. Somos frágeis, quebramos facilmente. Refletindo com um pouco mais de profundidade, isso faz sentido. Não possuímos garras ou presas afiadas que façam de nós predadores naturais ameaçadores, mas caçamos mesmo assim. Não nos deslocamos com incrível velocidade, nem enxergamos a distâncias muito longas, mas mesmo assim nos deslocamos por grandes distâncias em algumas horas. Não possuímos asas. Entretanto, fomos os únicos a voar mais alto, e tocar as estrelas. |
Obviamente, esse texto procura ser apenas uma breve explanação de teor filosófico, e para melhor entendimento do tema, um estudo mais aprofundado se faz necessário.
Sobretudo, espero que esse texto, venha a ser útil para o entendimento do tema, e que ele seja apenas um convite simbólico, uma mero “motivo” para que você sinta-se convidado a explorar esse novo campo de conhecimento.
Fabio Palamedi







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